As doenças crônicas exigem uma atenção contínua, especialmente quando avançam junto com o envelhecimento. Assim, como destaca o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria e fundador do projeto social Humaniza Sertão, o cuidado na terceira idade precisa ir além da prescrição médica, pois envolve rotina, prevenção, acompanhamento familiar e adesão consciente ao tratamento.
Pensando nisso, ao longo deste artigo, veremos como organizar esse cuidado, reduzir riscos e preservar a autonomia do idoso.
Por que as doenças crônicas exigem mais atenção na terceira idade?
Na terceira idade, o organismo passa por mudanças naturais que podem tornar o controle das doenças crônicas mais delicado. Segundo Yuri Silva Portela, o metabolismo fica mais lento, a massa muscular tende a diminuir, os ossos perdem densidade e o coração pode responder com menor eficiência a esforços ou desequilíbrios. Por isso, condições que antes pareciam estáveis podem exigir ajustes frequentes.
Além disso, muitos idosos convivem com mais de uma doença ao mesmo tempo. Hipertensão, diabetes e alterações cardíacas, por exemplo, podem se influenciar mutuamente e aumentar o risco de complicações quando não recebem acompanhamento regular. Logo, observar o conjunto da saúde é essencial para evitar decisões isoladas que não consideram o quadro completo.
O ponto central é entender que controlar doenças crônicas não significa apenas tratar sintomas. Significa criar uma rotina capaz de prevenir pioras, manter exames em dia, revisar medicamentos e incentivar hábitos compatíveis com a realidade do idoso. De acordo com Yuri Silva Portela, fundador do projeto social Humaniza Sertão, essa visão amplia a segurança e melhora a qualidade de vida.
Como controlar hipertensão, diabetes e doenças cardíacas?
A hipertensão está entre as condições mais comuns na terceira idade e exige atenção constante porque, muitas vezes, não apresenta sintomas evidentes. Medir a pressão com regularidade, reduzir o excesso de sal, praticar atividade física compatível e seguir corretamente a medicação são atitudes decisivas. Quando o controle falha, aumentam os riscos de AVC, infarto e insuficiência cardíaca.
O diabetes também merece cuidado rigoroso, dado que afeta circulação, visão, rins e cicatrização, conforme pontua o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria. O controle da glicemia depende de alimentação equilibrada, horários regulares, uso adequado dos medicamentos e acompanhamento profissional. Dessa maneira, o tratamento só funciona bem quando o idoso entende sua importância e consegue incorporá-lo à rotina sem confusão.

Já as doenças cardíacas exigem vigilância sobre sinais como cansaço excessivo, falta de ar, inchaço nas pernas, dor no peito e palpitações. Embora esses sintomas nem sempre indiquem gravidade imediata, eles não devem ser ignorados. A prevenção de crises passa por exames periódicos, controle de colesterol, pressão arterial equilibrada e atenção ao peso corporal.
O que fazer para prevenir complicações da osteoporose?
A osteoporose reduz a resistência dos ossos e aumenta o risco de fraturas, especialmente em quedas aparentemente simples. Na terceira idade, uma fratura pode comprometer a mobilidade, gerar dependência e reduzir a autonomia. Nesse sentido, o cuidado deve combinar prevenção, fortalecimento muscular, avaliação da densidade óssea e adequação do ambiente doméstico.
A alimentação também tem papel importante, como ressalta o fundador do projeto social Humaniza Sertão, Yuri Silva Portela. Nutrientes como cálcio e vitamina D contribuem para a saúde óssea, mas devem ser avaliados conforme a necessidade de cada pessoa. Ademais, uma exposição solar segura, uma prática de exercícios orientados e um acompanhamento médico ajudam a tornar o cuidado mais completo e eficiente.
Qual é o papel da adesão ao tratamento?
A adesão ao tratamento é um dos maiores desafios no controle de doenças crônicas. Muitos idosos utilizam vários medicamentos ao longo do dia, o que pode causar esquecimentos, trocas de horários e interrupções indevidas. Para evitar erros, a rotina deve ser simples, organizada e acompanhada por familiares ou cuidadores quando necessário.
De acordo com o doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, o idoso adere melhor ao tratamento quando compreende o motivo de cada cuidado. Explicações claras, linguagem acessível e escuta ativa reduzem inseguranças. Quando o paciente participa das decisões, ele tende a seguir orientações com mais confiança e responsabilidade.
Outro ponto relevante é evitar mudanças por conta própria. Suspender remédios porque os sintomas melhoraram, dobrar doses por esquecimento ou usar medicamentos indicados por terceiros pode gerar riscos graves. Desse modo, o tratamento contínuo protege justamente porque atua antes que a doença produza sinais evidentes de piora.
Um cuidado contínuo preserva saúde e independência
Em última análise, controlar doenças crônicas na terceira idade exige disciplina, mas não deve ser visto como perda de liberdade. Pelo contrário, quando o cuidado é bem estruturado, ele preserva independência, reduz internações e permite que o idoso participe mais da vida familiar e social. Assim sendo, a prevenção diária costuma ser mais segura, mais simples e menos desgastante do que lidar com complicações avançadas. E por fim, a terceira idade pode ser vivida com mais segurança, dignidade e qualidade de vida.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

