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maio 27, 2026
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Falando de M&A, Mergers and Acquisitions: O papel estratégico da avaliação contábil nos processos de fusão, cisão e incorporação.

No contexto dinâmico das transações corporativas, como fusões, aquisições e incorporações, Carlos Eduardo Rosalba Padilha, especialista em operações societárias e contabilidade empresarial aponta que a venda de empresas, também conhecida como Mergers and Acquisitions (M&A) exige rigor técnico e segurança jurídica. Uma das principais fases da realização é a Avaliação Contábil. 

Neste artigo apresentamos o que é preciso saber e erros comuns nesse processo.

Qual a importância da avaliação contábil no processo de M&A?

A avaliação contábil é um dos pilares mais importantes no processo de venda e compra de empresas, já que ocorre a análise detalhada dos ativos, passivos e patrimônio líquido da empresa, com o objetivo de apresentar um retrato fiel da sua situação econômica e financeira. Como expõe Carlos Padilha, esse laudo é essencial para minimizar riscos e incertezas em meio às negociações complexas que envolvem tais processos.

Além disso, essa avaliação fornece suporte técnico e jurídico para a correta estruturação das operações de cisão, fusão ou incorporação, previstas na legislação societária brasileira, e uma gestão empresarial trazendo longevidade e valor ao negócio. A clareza nos números evita divergências futuras e contribui para uma negociação mais transparente entre as partes envolvidas.

Cisão, fusão e incorporação: por que a exatidão contábil é essencial?

As operações de cisão, fusão e incorporação envolvem mudanças profundas na estrutura societária das empresas. Em todos esses casos, é necessário que o acervo contábil — ou seja, o conjunto de bens, direitos e obrigações — seja avaliado com rigor técnico e metodologia adequada.

A cisão, por exemplo, requer a separação do patrimônio da empresa em duas ou mais entidades. A fusão implica na união de duas empresas para formar uma nova sociedade, enquanto a incorporação ocorre quando uma empresa absorve outra. Em qualquer uma dessas modalidades, a exatidão dos dados contábeis é determinante para assegurar a viabilidade da operação, tanto do ponto de vista legal quanto econômico.

Conforme o que Carlos Eduardo Rosalba Padilha frisa, o laudo de avaliação contábil atua como um instrumento de validação do valor econômico da empresa, fornecendo subsídios essenciais para a definição dos critérios de troca de ações, distribuição de cotas e composição societária pós-operação.

Para Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a contabilidade estratégica garante segurança nas fusões.
Para Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a contabilidade estratégica garante segurança nas fusões.

Qual o papel do laudo contábil na segurança jurídica das transações?

O laudo de avaliação contábil é um documento técnico que atesta a veracidade e a razoabilidade dos valores atribuídos ao patrimônio das empresas envolvidas na operação. Esse laudo é elaborado por peritos contábeis, com base em normas e critérios reconhecidos de avaliação, e pode ser exigido em assembleias de acionistas, auditorias independentes e órgãos reguladores.

Assim como ressalta o especialista Carlos Padilha, a ausência de um laudo bem fundamentado pode gerar insegurança jurídica, afetar a confiança entre os investidores e até mesmo inviabilizar a operação perante órgãos fiscalizadores ou o próprio mercado. Este documento também contribui para a conformidade com normas internacionais de contabilidade (IFRS) e pode ser decisivo em processos de due diligence, onde cada detalhe das demonstrações financeiras é analisado minuciosamente.

Erros comuns em fusões e aquisições e como evitá-los

No processo de Mergers and Acquisitions, é comum que empresas cometam erros estratégicos que comprometem os resultados esperados da operação. Entre os equívocos mais frequentes estão a subestimação dos passivos ocultos, a falta de integração cultural entre as equipes e a ausência de um planejamento financeiro robusto. Como considera Carlos Eduardo Rosalba Padilha, especialista em operações de M&A, muitos desses problemas poderiam ser evitados com uma análise contábil detalhada e uma due diligence bem conduzida, que levasse em consideração não apenas os números, mas também os aspectos operacionais e humanos do negócio.

Além da falta de alinhamento entre expectativas, objetivos e prazos pode gerar conflitos internos e prejudicar a consolidação da nova estrutura empresarial. E Carlos Padilha conclui que, a prevenção desses erros passa por uma gestão transparente, pelo uso de laudos contábeis bem fundamentados e pela atuação de profissionais experientes, capazes de oferecer uma visão estratégica do processo como um todo. Assim, as chances de sucesso em fusões e aquisições aumentam significativamente.

Autor: Bruna Coutov

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