Tecnologia na escola só faz sentido quando melhora o que realmente importa: aprendizagem, engajamento e permanência. Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, defende uma abordagem que evita o efeito vitrine e prioriza métodos, formação docente e evidências claras de progresso.
Neste artigo, você vai entender como integrar recursos digitais ao currículo de forma prática em 2026, conectando objetivos de aprendizagem, metodologias ativas e infraestrutura essencial. A proposta é mostrar um caminho replicável para escolas públicas e privadas, com decisões simples, mas bem estruturadas, para que a tecnologia seja meio e não fim.
Como escolher tecnologia a partir do objetivo de aprendizagem?
O ponto de partida não é o equipamento, é a habilidade que se quer desenvolver. Antes de pensar em tablets, plataformas ou salas multiuso, a escola precisa responder: qual competência o aluno deve dominar ao final do bimestre? Quando o objetivo está claro, a escolha tecnológica fica objetiva. Um recurso digital pode apoiar leitura e produção de texto, outro pode facilitar experimentos em ciências, e um terceiro pode ajudar na visualização de dados em matemática. Sem esse alinhamento, a tecnologia vira distração e não ferramenta.

Na visão de Sergio Bento de Araujo, a escolha deve considerar também o contexto: faixa etária, disponibilidade de internet, rotina do professor e tempo real de uso em sala. A tecnologia ideal é a que cabe no cotidiano e ajuda o professor a conduzir a aula com fluidez. Em 2026, escolas que acertam essa etapa tendem a usar menos ferramentas, porém de forma mais consistente, criando impacto cumulativo ao longo do ano.
Quais metodologias ativas sustentam o uso do digital?
Metodologias ativas são a ponte entre tecnologia e aprendizagem. Quando o aluno participa, investiga e produz, o digital se torna um apoio natural. Sala de aula invertida, aprendizagem baseada em projetos, cultura maker e gamificação funcionam bem porque transformam o estudante em protagonista e o professor em mediador. A tecnologia, nesse cenário, serve para organizar informação, simular situações, registrar evidências e ampliar o repertório do aluno.
O ganho prático é que o digital deixa de ser “um momento da aula” e passa a ser parte do processo. Sergio Bento de Araujo costuma destacar que a escola precisa de uma metodologia para não depender do entusiasmo de um professor específico. Com metodologias ativas, a tecnologia sustenta rotinas: investigar, criar, testar, apresentar, revisar. Isso aumenta engajamento, melhora retenção e aproxima o conteúdo da vida real, sem perder rigor pedagógico.
Como formar professores para uso consistente e não pontual?
A formação docente é o fator mais determinante para transformar tecnologia em aprendizagem. Não basta ensinar a mexer no aplicativo, é preciso ensinar como o recurso se conecta ao objetivo pedagógico, como preparar a aula, como avaliar e como lidar com problemas comuns. Oficinas práticas, acompanhamento em sala e troca entre pares funcionam melhor do que treinamentos teóricos. O professor precisa sentir segurança para usar o recurso sem perder o controle da turma e sem aumentar sua carga de trabalho.
Também é essencial criar um padrão de escola, não uma iniciativa individual. Sergio Bento de Araujo defende que a formação deve gerar rotina: planejamento curto, roteiro de aula, combinados com os alunos e registro de evidências. Quando a escola padroniza as práticas, o uso deixa de ser pontual e vira cultura. Assim, o professor evolui ao longo do tempo, e a tecnologia se integra com consistência, mesmo quando há troca de profissionais ou mudanças de turma.
Quais evidências simples mostram melhoria de aprendizagem e engajamento?
Evidência simples é aquela que a escola consegue coletar sem burocracia e que orienta decisão. Produções dos alunos, rubricas de projeto, melhora em avaliações diagnósticas, participação em atividades e redução de faltas já oferecem sinais fortes. Além disso, observar o tempo de tarefa, a qualidade das entregas e a capacidade do aluno explicar o que fez são indicadores práticos de aprendizagem significativa. Em 2026, a escola que mede pouco, mas mede bem, vai conseguir ajustar sua estratégia de forma contínua.
Conforme conclui Sergio Bento de Araujo, a evidência também inclui percepção do professor e do aluno, desde que estruturada: questionários curtos, autoavaliação e devolutivas objetivas. O foco não é provar que a tecnologia “funciona”, e sim descobrir em quais contextos ela funciona melhor. Quando a escola coleta evidências simples e age sobre elas, a tecnologia deixa de ser promessa e vira instrumento real de transformação educacional, com impacto no aprendizado e no futuro do estudante.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

