Segundo o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o estudo das patologias em estruturas de concreto é fundamental para a manutenção da integridade de qualquer edificação. Assim como na medicina, identificar os sintomas de degradação precocemente permite tratamentos mais eficazes e menos invasivos, evitando que falhas pontuais comprometam todo o esqueleto da obra. Continue a leitura para compreender como a engenharia especializada atua na cura e prevenção dos danos em estruturas de concreto armado.
Por que a porosidade excessiva do concreto facilita a penetração de umidade e gás carbônico?
As manifestações patológicas costumam surgir devido a uma combinação de fatores, que vão desde falhas na execução e baixa qualidade dos materiais até a exposição a ambientes severos. De acordo com o ex-presidente da OAS Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o cobrimento insuficiente das armaduras é um dos erros mais comuns que facilitam a entrada de agentes externos.
A porosidade excessiva do concreto permite que a umidade e o gás carbônico penetrem na estrutura, desencadeando processos que reduzem o pH do material e deixam o aço vulnerável. Identificar a origem do problema é o passo mais importante para garantir que o reparo não seja apenas estético, mas que ataque a causa raiz da deterioração. O diagnóstico de uma estrutura doente exige o uso de ferramentas de precisão e conhecimentos aprofundados sobre a química do cimento.
Quais são as patologias em estruturas de concreto mais comuns e seus riscos?
A corrosão das armaduras é, sem dúvida, a patologia mais perigosa e frequente, podendo levar à perda de seção do aço e ao desplacamento de grandes pedaços de concreto. Segundo o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, esse processo gera tensões internas expansivas que rompem o concreto de dentro para fora, sinalizando que a peça já não suporta as cargas de projeto como deveria.

Outro problema recorrente é a Reação Álcali-Agregado (RAA), uma doença interna que causa fissuras ramificadas e gel expansivo, muitas vezes exigindo reforços estruturais complexos para conter a degradação. Ignorar esses sinais pode resultar em interdições por risco de desabamento ou danos severos ao patrimônio. Além das reações químicas, as fissuras de origem mecânica ou térmica também representam portas de entrada para novos problemas estruturais.
Como realizar o tratamento eficaz das patologias em estruturas de concreto?
O tratamento deve começar com a remoção total do concreto degradado e a limpeza mecânica das armaduras até o brilho metálico. Como sugere Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, após essa etapa aplica-se proteção nas barras e argamassas de alta resistência e baixa permeabilidade. Em casos de carbonatação profunda, vernizes inibidores criam uma barreira química eficaz contra a degradação. O objetivo é restabelecer a passivação do aço e devolver à estrutura sua plena capacidade resistente.
Para garantir durabilidade, a obra deve seguir normas rigorosas de preparo do substrato e cura dos materiais aplicados. Falhas nessas etapas podem causar reincidência da patologia em pouco tempo, gerando prejuízos e riscos. Entre as soluções estão limpeza das armaduras, aplicação de passivadores, uso de grautes, injeção de resinas e proteção anticarbonatação. Essas práticas mostram que a recuperação estrutural exige abordagem técnica precisa para assegurar segurança e longevidade às construções.
O diagnóstico e cura de estruturas degradadas
A prevenção e o tratamento correto das patologias estruturais são investimentos que evitam tragédias e preservam o valor dos ativos imobiliários. Além disso, a longevidade do concreto não depende apenas de sua resistência inicial, mas do cuidado constante ao longo de seu ciclo de vida.
Ao unirmos tecnologia de diagnóstico e materiais de reparo de última geração, conseguimos reabilitar obras históricas e modernas com a mesma eficácia. O compromisso com a saúde das estruturas é, em última análise, um compromisso com a sustentabilidade da construção civil e com a segurança de toda a sociedade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

